Quinta-feira, 11 de Outubro, 2012

 

Oct 10

Introdução: este Blogue procura ser um portfólio da minha experiência no Reino Unido. Estarei durante os próximos dois meses a recolher dados que validem o meu referencial e os resultados da minha investigação. Vou estar fisicamente no Academic Development Centre da Universidade de Kingston, mas virtualmente online através da maravilhosa eduroam.
Hoje tive a oportunidade de conhecer a maioria das pessoas com quem vou trabalhar nos próximos dois meses. O Tim e o Michael fizeram as honras da casa, apresentando-me todos os colaboradores do Centro. Trabalham aqui mais de 30 pessoas, entre pessoas do Academic Development, TEL e Widening Participation.
A ideia de vir ao Reino Unido, e sobretudo a Kingston, foi procurar perceber qual a razão para uma diferença tão significativa entre os dados que recolhi do estudo empírico (entrevistas exploratórias em Portugal) e da revisão da literatura (maioritariamente anglo-saxónica). Queria compreender de que forma as instituições trabalham com os docentes, sobretudo no que diz respeito à utilização da tecnologia como potenciadora de uma melhor aprendizagem.
Das reuniões iniciais retive que existem diferenças significativas entre os dois sistemas. Enquanto que a Investigação é o motor das Universidades Portuguesas o sistema do Reino Unido promove o Ensino como vetor fundamental. Aqui os docentes estão obrigados a frequentar uma pós-graduação para poder dar aulas no ES, e esta pós-graduação é considerada obrigatória para permitir progressão de carreira. Significa que para se ser professor no ES tem que se possuir um curso específico. Em Portugal as ações de formação são descontextualizadas, desgarradas e conjunturais.
No que diz respeito à utilização da tecnologia ela está sempre presente em documentos estratégicos da Universidade.
A HEA (Higher Education Academy) promove um conjunto de iniciativas que procuram certificar e melhorar a qualidade do ensino, promove o financiamento de projetos, desenvolve competências junto dos docentes, e dinamiza estratégias de EA nas próprias instituições e dentro de cada disciplina. Aqui discute-se com os professores como seria um espaço físico ideal para dar aulas, em que direção devem estar as cadeiras, as aulas devem ser ou não gravadas.
Existe no entanto um sentimento de que muita coisa tem ainda de ser feita e de que, no que diz respeito à utilização da tecnologia, os docentes ainda sentem muita relutância em utiliza-la como promotora de melhoria nos seus processos de ensino.
Kingston utiliza o BB como VLE. Fez um estudo com estudantes e docentes para procurar perceber se devia mantê-lo ou procurar uma solução mais económica. Face aos resultados do estudo decidiram manter este LMS pois os custos de uma alteração seriam demasiados no que diz respeito à motivação e utilização por parte dos docentes e estudantes.
Uma conclusão do primeiro dia – mesmo estando num Centro de Excelência de Ensino e Aprendizagem só ouvi falar três vezes de investigação e todas foram da minha boca J
Até amanhã

 


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